| A religião de matriz africana
foi desenvolvida por escravos trazidos ao Brasil
entre 1549 a 1888. O candomblé é muitas vezes
confundido com Umbanda e Macumba, a única semelhança
é a origem destas que são religiões distintas.
O candomblé é considerado uma religião anímica,
ou seja, que cultua a alma (anima) da Natureza.
O mesmo Deus cultuado na Igreja Católica é chamado
de diferentes maneiras nas diferentes nações do
Candomblé: para a Nação Ketu é Olorum, para a
Nação Bantu é Zambi e para a Nação Jeje é Mawu.
Afinal, como os africanos escravizados no Brasil
provinham de diferentes nações, os conhecimentos
possuídos por seus sacerdotes também se diferenciavam.
Entretanto, a prática do Candomblé passou por
muitos processos de aceitação até ser o que conhecemos
hoje. Como religião de matriz africana, o Candomblé
era restrito apenas aos escravos. Durante muito
tempo sua prática foi proibida pela Igreja Católica
e foi perseguida por inúmeros governos. E para
que não deixassem de praticar seus cultos e rituais,
diversos aspectos da religião afro-brasileira
foram camuflados pelos negros desde o início.
Os orixás eram ocultados com nomes e imagens de
santos católicos, as festas eram realizadas nos
mesmos dias, entre outras coisas. Assim surge
o tão conhecido sincretismo religioso e que perdura
até hoje.
A mudança de comportamento em relação à religião
e de localização dos seus praticantes começou
a mudar a mais ou menos 30 anos atrás. A popularização
da Umbanda no Rio de Janeiro favoreceu para que
as religiões desenvolvidas por Afro-brasileiros
se espalhasse além das fronteira da Bahia e de
Pernambuco. A mudança ocorre também nas pessoas
que praticam essas religiões. Antes apenas negros
descendentes de escravos faziam parte, mas nos
anos 60 há uma mudança de pensamento e hoje não
possui limitação de cor, raça, sexo ou idade.
Só na cidade de Salvador, existem 2.230 terreiros
registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros. |